sábado, 5 de fevereiro de 2011

A SEREIA DE PONTA RUIVA

Lá pelo século dezasseis, um dia um pescador de uma povoação do Norte da Ilha das Flores andava na costa a apanhar peixe, como era seu costume. Começou a ouvir uma voz muito bonita de mulher a cantar por perto, mas numa língua que não conhecia. Ficou a cismar que por ali havia uma sereia. Logo espalhou pelo povoado a novidade e, pela maneira como falava da sereia, todos ficaram a pensar que ela encantava os homens.
 O pescador n
ão pensava noutra coisa e, logo que pôde, poucos dias mais tarde, voltou à pesca, sonhando com a ideia de que havia de ver a sereia. Tinha acabado de lançar o anzol ao mar, quando começou a ouvir o canto que tanto o perturbava. Recolheu logo a linha e pôs-se a escutar com muito cuidado e a seguir o som. Por fim encontrou a dona de tão melodiosa voz. Não era uma sereia, como ele pensava, mas uma linda rapariga de olhos azuis, pele clara e sardenta e cabelos ruivos. Muito assustada, ao começo, nada disse, mas por fim o pescador ficou a saber a sua história. Era irlandesa e tinha-se escapado de um navio pirata, atirando-se ao mar quando tinha visto terra ali pró
ximo.
 O pescador ficou ainda mais encantado e, depois de conquistar a confiança da rapariga, voltou para casa, trazendo consigo a mulher mais bela que alguma vez a gente do lugar tinha visto.
 Algum tempo mais tarde, o pescador casou com a “sereia” e deles nasceram muitos filhos, todos de olhos azuis e ruivos como a jovem irlandesa.
 Assim àquele lugar da ilha das Flores se passou a chamar, por causa da cor dos cabelos de muitos dos seus habitantes,
Ponta Ruiva e ainda hoje ali há muitas pessoas de pele clara, sardentas e de cabelos ruivos, como a rapariga irlandesa que um dia ali apareceu.



Técnica de resumo (correcção do resumo que foi realizado na aula de apoio)

1No séc.XVI, um pescador em plena faina ouviu uma voz feminina que julgou ser uma sereia.
2Na verdade, mais tarde, o homem regressou ao mesmo lugar na expectativa de encontrar esse sonho de mulher ( a mulher que o perturbava).
3De facto, ao ouvir de novo o som aguardado (ansiado), segui-o, deparando-se (acabando por encontrar) com uma bela rapariga irlandesa, que lhe revlou ter fugido de um barco de piratas.
4 Então (Seguidamente), foram para a terra do pescador causando o espanto de todos, pois, ao contrário deles, era clara de olhos, pele e cabelo.
5Mais tarde, casaram e tiveram muitos filhos parecidos com à mãe.
6 Em sequência ( Por conseguinte), muitos habitantes ficaram parecidos com a irlandesa levada para  a ilha. Por isso mesmo( é por isso) que o local se designou Ponta Ruiva.

O que é um "bobo da corte"

Abaixo apresentado está uma pequena curiosidade.
Bobo da corte, bufo ou simplesmente bobo é o nome pelo qual era chamado o "funcionário" da monarquia encarregado de distrair o reis e rainha e fazê-los gargalharem. Muitas vezes eram as exclusivas pessoas que podiam comentar o rei sem correr riscos

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Actividade de compensão- Língua Portuguesa

De seguida, apresenta-se o resumo do conto etiológico Sereia de POnte Ruiva, feito em Actividade de Compensação e em Estudo Acompanhado.

Um pescador da Ilha das Flores andava a pescar, quando ouviu uma voz que parecia uma sereia. Ele ficou a meditar que por ali havia uma sereia. Logo contou ao povo e todos quiseram conhecer a deslumbrante sereia que maravilhava os homens. O pescador maravilhado com a beleza de voz, imaginava ao ir pescar achava que encontraria a sereia. O anzol já tinha entrado dentro do mar ouviu a voz, tirou o anzol e a ouvir com muita delicadeza. Conclusão, não era uma sereia, mas sim uma rapariga de olhos azuis, pele clara e sardenta e cabelos ruivos. Sobressaltada, de inicio, nada dizia, lá começou por falar. Demorou algum tempo, quando eles casaram.
Igualmente se chama Ilha das Flores, pois muitos dos habitantes são de cabelo ruivo. Mas hoje ainda há pessoas, como a jovem irlandesa.

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Alice Vieira


Alice Vieira nasceu em Lisboa, 1942 é uma escritora e jornalista portuguesa. Licenciou-se em Filologia Germânicas pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, entregou-se desde cedo ao jornalismo, tendo trabalhado nos jornais "Diário de Lisboa" onde, simultaneamente com o jornalista Mário Castrim, dirigiu o suplemento "Juvenil" ,"Diário de Notícias" .Actualmente trabalha para o "Jornal de Notícias" e para as revistas "Activa" e "Audácia" .Igualmente trabalhou em vários programas de televisão para crianças e é encarada uma das mais principais autoras portuguesas de literatura infanto-juvenil

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Entrevista imaginária ao Cavaleiro da Dinamarca

Vamos realizar uma entrevista imaginária à personagem principal do livro de Sophia de Mello Breyner Andresen “O cavaleiro da Dinamarca”. Este dinamarquês vivia numa floresta no Norte da Europa. O objectivo deste peregrino foi ir a Jerusalém, à Terra Santa, onde o Salvador do mundo nasceu.Foi a sua grande aventura. Nesta peregrinação há muito para saber. Vamos dar a palavra ao Cavaleiro.


Daniela – Bom dia, senhor Cavaleiro.
Cavaleiro – Bom dia, senhora Daniela.
Daniela – Achei interessante a sua peregrinação. Á terra Santa. Será que lhe podia fazer uma entrevista?
Cavaleiro – Sim, teria muito gosto em ser entrevistado.
Daniela – Porque é que quis fazer esta peregrinação?
Cavaleiro - Queria rezar por mim e por todo o mundo e também ir à gruta onde nasceu o menino Jesus.
Daniela – Disse à família que ia a Jerusalém na noite de Natal, Explique-nos?
Cavaleiro – Nessa época, a família estava toda reunida e os meus amigos. Além disso, era noite de Natal, tinha tudo a ver com a minha peregrinação.
Daniela – Porque, decidiu ir com o mercador de Veneza para a sua terra?
Cavaleiro – O percurso que o mercador de Veneza me disse era mais rápido do que esperar pelo outro barco que ia para a minha terra Natal.
Daniela – Porque, ficou surpreendida com a cidade de Veneza?
Cavaleiro – Surpreendido? Não! Fiquei pasmada com a cidade …,  as ruas eram canais onde deslizavam barcos finos e escuros, os palácios cresciam das águas que reflectiam os mármores, as pinturas e as colunas!... Quando vi aquilo tudo parecia um sonho! Algo nunca visto!
Daniela – Ficou tão surpreendida com a história de Vanina. Conte o motivo?
Cavaleiro – Eu fiquei impressionado, com a história, era muito romântica e eu sou muito sensível e emotivo.
Daniela – Ficou mais impressionado com Florença do que Veneza .É verdade?
Cavaleiro – É verdade, eu fiquei ainda mais impressionado com Florença, porque tudo era mais grave e rigoroso e havia sabedoria.
Daniela – Resolveu demorar mais algum tempo em Florença?
Cavaleiro – De facto, demorei mais algum tempo, pois fiquei encantado com tudo que via e ouvia.
Daniela – Avançou a sua viagem por terra. Explique-nos?
Cavaleiro – Se eu experrase pelo barco, não chegava à tempo, a minha terra e não cumpria a promessa que fiz a minha família e aos meus amigos, que estaria com eles no Natal.
Daniela – O que é que achou da história de Pêro Dias?
Cavaleiro – Muito triste, porque Pêro Dias faleceu.

Daniela – O que fez para esquecer o cansaço e o frio, quando regressava para casa?
Cavaleiro – Foi o desejo, a alegria e a fé de estar tão perto da minha família.
Daniela – Porque, não voltou para trás para a aldeia dos lenhadores para passar lá a noite de Natal?
Cavaleiro – Nunca iria, ficar na aldeia dos lenhadores. Disse à minha família que na noite de Natal, estaria lá se não fosse pensavam que eu estaria morrido.
Daniela – Que pensou quando viu a sua casa?
Cavaleiro – Fiquei ansioso por estar com a minha família e os meus amigos para conta-lhe a minha peregrinação.

Obrigada, por nos contar a sua história excelente e cativante e também por disponibilizar algum tempo para contar a sua peregrinação.
Agora que já ouviste e fizeste uma entrevista, caro colega, só tens uma pequena tarefa é ler o livro” O Cavaleiro da Dinamarca”.



terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Excerto da obra do Cavaleiro da Dinamarva

“ O lugar onde vivia o Cavaleiro”
A Dinamarca fica no Norte da Europa. Ali os Invernos são longos e rigorosos com noites muito compridas as árvores perdem as suas folhas. Só os pinheiros continuam verdes no meio das florestas geladas e despidas. Só eles, com os seus ramos cobertos por finas agulhas duras e brilhantes, parecem vivos no meio do grande silêncio imóvel e branco.
Há muitos anos, há dezenas e centenas de anos, havia em certo lugar da Dinamarca, no extremo Norte do país, perto do mar, uma grande floresta de pinheiros, tílias, abetos e carvalhos. Nessa floresta morava com a sua família um Cavaleiro. Viviam numa casa construída numa clareira rodeada de bétulas. E em frente da porta da casa havia um grande pinheiro que era a árvore mais alta da floresta.
Na Primavera as bétulas cobriam-se de jovens folhas, leves e claras, que estremeciam à menor aragem. Então a neve desaparecia e o degelo soltava as águas do rio que corria ali perto e cuja corrente recomeçava a cantar noite e dia entre ervas, musgos e pedras. Depois a floresta enchia-se de cogumelos e morangos selvagens. Então os pássaros voltavam do Sul, o chão cobria-se de flores e os esquilos saltavam de árvore em árvore. O ar povoava-se de vozes e de abelhas e a brisa sussurrava nas ramagens.
Nas manhãs de Verão verdes e doiradas, as crianças saíam muito cedo, com um cesto de vime enfiado no braço esquerdo e iam colher flores, morangos, amoras, cogumelos. Teciam grinaldas que poisavam nos cabelos ou que punham a flutuar no rio. E dançavam e cantavam nas relvas finas sob a sombra luminosa e trémula dos carvalhos e das tílias. Passado o Verão o vento de Outono despia os arvoredos, voltava o Inverno, e de novo a floresta ficava imóvel e muda presa em seus vestidos de neve e gelo…

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Natal,Brilhos e Palavras

A nossa pequena escola estava maravilhada com a boa nova do nascimento do Menino. Maravilhada e inquieta. Era preciso ir lá visitá-lo na pobre manjedoura e levar-lhe p resentinhos que a ajudassem a alegrar o humilde lar. Assim, várias personagens da escola davam largas à imaginação e anunciavam, com a maior simplicidade, o presentinho que levaria:



Estás quadras que estão em baixo representadas, foram as quadras realizadas pelos alunos do 7ºA em Estudo Acompanhado.
Ao decorrer desta nossa participação também actuamos em conjunto com o 7ºC.
        1º Quadra realizada pelos alunos do 7ºA.
Nós somos uma turma pequena,
Mau comportamento não há.
É uma turma serena!
Lógico é o 7ºA.










                
    2º Quadra realizada pelos alunos do 7ºA.

Somos uma turma boa
Sobretudo exemplar,
Apesar de alguns
Andarem com a cabeça no ar!


             3º Quadra realizada pelos alunos do 7ºA.
Não fales sem te mandar
E mantém o dedo no ar
Os professores qurem-te avaliar
E ainda te podem chumbar!


               4º Quadra realizada pelos alunos do 7ºA.

Represento o aluno estudioso
Trago-te os meus trabalhos espetaculares!
Faz de mim, ó menino bondoso,
Um exemplo para os que devem estudar!



                5º Quadra realizada pelos alunos do 7ºA.
Eu represento o aluno despistado
Quem será o crominho?!
Aquele que nunca está calado…
Claro! O que leva o recadinho!







E ao fim do aluno dizer está  quadra todos diziam: para o paisinho.



        6º Quadra realizada pelos alunos do 7ºA.
Ó menino, Tem cuidado
Não aceites nenhum presente
Mantém-te consentrado
Que vem aí o corpo docente



          7º Quadra realizada pelos alunos do 7ºA.
Sou professora de Língua Portuguesa
E estou sempre a falar…
Ideias não me faltam
Para pôr os alunos a trabalhar!









     
              8º Quadra realizada pelos alunos do 7ºA.
Queremos aprender a escrever
O PILP vem ajudar
Há dúvidas no fazer
Mas o blogue é que tá a dar!



   9º Quadra realizada pelos alunos do 7ºA.
Sou professora de Matemática O cálculo vou ensinar
Dá aos alunos génica
Para os pôr a calcular



             10º Quadra realizada pelos alunos do 7ºA.
Sou professora de Inglês
Língua universal a aprender
Ajuda estes meninos
A todo perceber



         11º Quadra realizada pelos alunos do 7ºA.
Sou professora de Educação Física
Flexões mando fazer
Também a ti o menino
Te vou pôr


E ao fim do aluno dizer está  quadra todos diziam: a correr.