segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Entrevista imaginária ao Cavaleiro da Dinamarca

Vamos realizar uma entrevista imaginária à personagem principal do livro de Sophia de Mello Breyner Andresen “O cavaleiro da Dinamarca”. Este dinamarquês vivia numa floresta no Norte da Europa. O objectivo deste peregrino foi ir a Jerusalém, à Terra Santa, onde o Salvador do mundo nasceu.Foi a sua grande aventura. Nesta peregrinação há muito para saber. Vamos dar a palavra ao Cavaleiro.


Daniela – Bom dia, senhor Cavaleiro.
Cavaleiro – Bom dia, senhora Daniela.
Daniela – Achei interessante a sua peregrinação. Á terra Santa. Será que lhe podia fazer uma entrevista?
Cavaleiro – Sim, teria muito gosto em ser entrevistado.
Daniela – Porque é que quis fazer esta peregrinação?
Cavaleiro - Queria rezar por mim e por todo o mundo e também ir à gruta onde nasceu o menino Jesus.
Daniela – Disse à família que ia a Jerusalém na noite de Natal, Explique-nos?
Cavaleiro – Nessa época, a família estava toda reunida e os meus amigos. Além disso, era noite de Natal, tinha tudo a ver com a minha peregrinação.
Daniela – Porque, decidiu ir com o mercador de Veneza para a sua terra?
Cavaleiro – O percurso que o mercador de Veneza me disse era mais rápido do que esperar pelo outro barco que ia para a minha terra Natal.
Daniela – Porque, ficou surpreendida com a cidade de Veneza?
Cavaleiro – Surpreendido? Não! Fiquei pasmada com a cidade …,  as ruas eram canais onde deslizavam barcos finos e escuros, os palácios cresciam das águas que reflectiam os mármores, as pinturas e as colunas!... Quando vi aquilo tudo parecia um sonho! Algo nunca visto!
Daniela – Ficou tão surpreendida com a história de Vanina. Conte o motivo?
Cavaleiro – Eu fiquei impressionado, com a história, era muito romântica e eu sou muito sensível e emotivo.
Daniela – Ficou mais impressionado com Florença do que Veneza .É verdade?
Cavaleiro – É verdade, eu fiquei ainda mais impressionado com Florença, porque tudo era mais grave e rigoroso e havia sabedoria.
Daniela – Resolveu demorar mais algum tempo em Florença?
Cavaleiro – De facto, demorei mais algum tempo, pois fiquei encantado com tudo que via e ouvia.
Daniela – Avançou a sua viagem por terra. Explique-nos?
Cavaleiro – Se eu experrase pelo barco, não chegava à tempo, a minha terra e não cumpria a promessa que fiz a minha família e aos meus amigos, que estaria com eles no Natal.
Daniela – O que é que achou da história de Pêro Dias?
Cavaleiro – Muito triste, porque Pêro Dias faleceu.

Daniela – O que fez para esquecer o cansaço e o frio, quando regressava para casa?
Cavaleiro – Foi o desejo, a alegria e a fé de estar tão perto da minha família.
Daniela – Porque, não voltou para trás para a aldeia dos lenhadores para passar lá a noite de Natal?
Cavaleiro – Nunca iria, ficar na aldeia dos lenhadores. Disse à minha família que na noite de Natal, estaria lá se não fosse pensavam que eu estaria morrido.
Daniela – Que pensou quando viu a sua casa?
Cavaleiro – Fiquei ansioso por estar com a minha família e os meus amigos para conta-lhe a minha peregrinação.

Obrigada, por nos contar a sua história excelente e cativante e também por disponibilizar algum tempo para contar a sua peregrinação.
Agora que já ouviste e fizeste uma entrevista, caro colega, só tens uma pequena tarefa é ler o livro” O Cavaleiro da Dinamarca”.



terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Excerto da obra do Cavaleiro da Dinamarva

“ O lugar onde vivia o Cavaleiro”
A Dinamarca fica no Norte da Europa. Ali os Invernos são longos e rigorosos com noites muito compridas as árvores perdem as suas folhas. Só os pinheiros continuam verdes no meio das florestas geladas e despidas. Só eles, com os seus ramos cobertos por finas agulhas duras e brilhantes, parecem vivos no meio do grande silêncio imóvel e branco.
Há muitos anos, há dezenas e centenas de anos, havia em certo lugar da Dinamarca, no extremo Norte do país, perto do mar, uma grande floresta de pinheiros, tílias, abetos e carvalhos. Nessa floresta morava com a sua família um Cavaleiro. Viviam numa casa construída numa clareira rodeada de bétulas. E em frente da porta da casa havia um grande pinheiro que era a árvore mais alta da floresta.
Na Primavera as bétulas cobriam-se de jovens folhas, leves e claras, que estremeciam à menor aragem. Então a neve desaparecia e o degelo soltava as águas do rio que corria ali perto e cuja corrente recomeçava a cantar noite e dia entre ervas, musgos e pedras. Depois a floresta enchia-se de cogumelos e morangos selvagens. Então os pássaros voltavam do Sul, o chão cobria-se de flores e os esquilos saltavam de árvore em árvore. O ar povoava-se de vozes e de abelhas e a brisa sussurrava nas ramagens.
Nas manhãs de Verão verdes e doiradas, as crianças saíam muito cedo, com um cesto de vime enfiado no braço esquerdo e iam colher flores, morangos, amoras, cogumelos. Teciam grinaldas que poisavam nos cabelos ou que punham a flutuar no rio. E dançavam e cantavam nas relvas finas sob a sombra luminosa e trémula dos carvalhos e das tílias. Passado o Verão o vento de Outono despia os arvoredos, voltava o Inverno, e de novo a floresta ficava imóvel e muda presa em seus vestidos de neve e gelo…

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Natal,Brilhos e Palavras

A nossa pequena escola estava maravilhada com a boa nova do nascimento do Menino. Maravilhada e inquieta. Era preciso ir lá visitá-lo na pobre manjedoura e levar-lhe p resentinhos que a ajudassem a alegrar o humilde lar. Assim, várias personagens da escola davam largas à imaginação e anunciavam, com a maior simplicidade, o presentinho que levaria:



Estás quadras que estão em baixo representadas, foram as quadras realizadas pelos alunos do 7ºA em Estudo Acompanhado.
Ao decorrer desta nossa participação também actuamos em conjunto com o 7ºC.
        1º Quadra realizada pelos alunos do 7ºA.
Nós somos uma turma pequena,
Mau comportamento não há.
É uma turma serena!
Lógico é o 7ºA.










                
    2º Quadra realizada pelos alunos do 7ºA.

Somos uma turma boa
Sobretudo exemplar,
Apesar de alguns
Andarem com a cabeça no ar!


             3º Quadra realizada pelos alunos do 7ºA.
Não fales sem te mandar
E mantém o dedo no ar
Os professores qurem-te avaliar
E ainda te podem chumbar!


               4º Quadra realizada pelos alunos do 7ºA.

Represento o aluno estudioso
Trago-te os meus trabalhos espetaculares!
Faz de mim, ó menino bondoso,
Um exemplo para os que devem estudar!



                5º Quadra realizada pelos alunos do 7ºA.
Eu represento o aluno despistado
Quem será o crominho?!
Aquele que nunca está calado…
Claro! O que leva o recadinho!







E ao fim do aluno dizer está  quadra todos diziam: para o paisinho.



        6º Quadra realizada pelos alunos do 7ºA.
Ó menino, Tem cuidado
Não aceites nenhum presente
Mantém-te consentrado
Que vem aí o corpo docente



          7º Quadra realizada pelos alunos do 7ºA.
Sou professora de Língua Portuguesa
E estou sempre a falar…
Ideias não me faltam
Para pôr os alunos a trabalhar!









     
              8º Quadra realizada pelos alunos do 7ºA.
Queremos aprender a escrever
O PILP vem ajudar
Há dúvidas no fazer
Mas o blogue é que tá a dar!



   9º Quadra realizada pelos alunos do 7ºA.
Sou professora de Matemática O cálculo vou ensinar
Dá aos alunos génica
Para os pôr a calcular



             10º Quadra realizada pelos alunos do 7ºA.
Sou professora de Inglês
Língua universal a aprender
Ajuda estes meninos
A todo perceber



         11º Quadra realizada pelos alunos do 7ºA.
Sou professora de Educação Física
Flexões mando fazer
Também a ti o menino
Te vou pôr


E ao fim do aluno dizer está  quadra todos diziam: a correr.


sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Na aula de língua Portuguesa realizamos um devate

Natal em Debate
Após a realização do debate no 7ºA, os anotadores registaram os pontos de vista/opiniões defendidos e discutidos pelos interlocutores.
• A Daniela considerou que o Natal deve ser uma festa religiosa, já que se enquadra com a época em que o Menino Jesus nasceu. Por isso, há que preservar o presépio e os valores por eles transmitidos.
• A Adriana tomou a palavra, dizendo:”Como é do conhecimento de todos, estou convencida que o Natal tradicional representa, através do presépio, a união da família, a paz, a fé, a solidariedade. Estou inteiramente de acordo com estes valores universais que estão em risco, hoje em dia…
• A Alexandra fez a sua intervenção:
Se me permite intervir, gostaria de acrescentar que muitas já esqueceram essa tradição e olham para o Natal como época em que um homem de barbas brancas e vestido de vermelho dá muitas prendas. Aliás, esse homem é uma invenção da Coca-Cola, que no séc.xx, nos anos 30, criou uma publicidade com esta figura comercial.
• A Bárbara não foi da mesma opinião, dizendo que estava convencida que o Natal também é uma festa de consumismo e não apenas religiosa. Não há dúvida que as pessoas estão mais centradas na troca de prendas do que nos rituais religiosas próprios do Natal(Missa do Galo, rezar ao presépio, receber prendas no sapatinho trazidas  pelo Menino Jesus). É evidente que numa sociedade comunista é quase impossível resistir à tentação de gastar e esbanjar dinheiro.
• O Nuno apresentou o seu ponto de vista:”Se me dão licença de falar, compreendo/percebo que haja necessidade de consumir, porém podemos conciliar na festa de Natal não só a existência de prendas (com limites!!!) mas também a união da família. Gostaria de acabar dizendo que há lugar no Natal para o menino Jesus e o Pai Natal!                


                           

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Uma história de Natal

Era uma vez um menino que se chamava Rafael.
Um dia ele ouviu o pai a falar com a mãe, que iam preparar uma festa para festejar o Natal.
O Rafael pensou logo em convidar o seu grande amigo João, que vivia numa barraca, numa zona muito pobre junto de um rio.
Como o seu amigo não tinha telefone teve de ir à casa dele.
Quando lá chegou perguntou:
- Está alguém em casa? - e ninguém respondeu.
Então ele decidiu entrar, e o João estava lá dentro.
- Então João, porque é que não respondeste?
- Porque estava distraído.
- Ah! Olha eu vim aqui, para te convidar para ires lá a casa passar o Natal.
- Não posso.
- Então porquê?
- Porque a minha mãe está doente.
- O que é que ela tem?
- Tem uma gripe muito forte.
- Ah! Mas se ela tomar um bom remédio, de certeza que vai ficar boa.
- Isso já eu pensei, mas eu não tenho dinheiro para ir ao médico nem à farmácia.
- Eu vou pedir aos meus pais.
- O Rafael foi ao carro e perguntou aos pais:
- Pai, podes emprestar dinheiro ao João, para ele ir comprar os remédios para à mãe?
- Está bem, eu empresto.
- Obrigado, pai, eu adoro-te. Vou já contar ao João.
Então o João foi comprar os remédios e a mãe ficou boa.

No dia de Natal o João e a mãe foram lá a casa do Rafael e festejaram o Natal todos juntos.
Só é pena, que todas as crianças não tenham um Natal assim nem um amigo como o Rafael.

A Joana e o menino perdido

Numa manhã de Dezembro muito fria, a Joana acordou e estava a nevar.
Levantou-se, vestiu-se à pressa e foi brincar para a rua muito contente e feliz.
De repente olhou e viu um menino a chorar.
- Porque estás a chorar?
- Porque eu tenho frio, não tenho comer e ninguém me quer.
- Não estejas triste. Vem comigo, que eu dou-te comer, dou-te roupa e ficas na minha casa para sempre. Eu vou pedir à minha mãe para ficares lá a dormir. Os dois meninos dirigiram-se para casa da Joana e falaram com os pais. Eles disseram logo que ficavam com o menino.
- A tua mãe é muito simpática e o teu pai também. Eles deixam-me ficar na tua casa. Que bom!
E o menino ficou com a Joana e passou o Natal mais feliz da sua vida.
                A Joana e o menino perdido

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Alice Vieira

Alice Vieira nasceu em 1943 em Lisboa. É licenciada em Germânicas pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Em 1958 iniciou a sua colaboração no Suplemento Juvenil do Diário de Lisboa e a partir de 1969 dedicou-se ao jornalismo profissional. Desde 1979 tem vindo a publicar regularmente livros tendo, actualmente editados na Caminho, cerca de três dezenas de títulos.
Recebeu em 1979, o Prémio de Literatura Infantil Ano Internacional da Criança com Rosa, Minha Irmã Rosa e, em 1983 com Este Rei que Eu Escolhi, o Prémio Calouste Gulbenkian de Literatura Infantil e em 1994 o Grande Prémio Gulbenkian, pelo conjunto da sua obra. Recentemente foi indicada pela Secção Portuguesa do IBBY (International Board on Books for Young People) como candidata portuguesa ao Prémio Hans Christian Andersen. Trata-se do mais importante prémio internacional no campo da literatura para crianças e jovens, atribuído a um autor vivo pelo conjunto da sua obra.
Alice Vieira é hoje uma das mais importantes escritoras portuguesas para jovens, tendo ganho grande projecção nacional e internacional. Várias das suas obras foram editadas no estrangeiro.