sexta-feira, 8 de abril de 2011

Seis contos de Eça de Quéiros

Este resumo, compareceu dado que tinha um trabalho de férias ler os Seis contos de Eça de Queirós.

Título: Seis Contos de Eça de Queirós
Autora: Luísa Ducla Soares
Editora: Terramar

 

Resumos dos contos

  A aia


Era uma vez um rei, que andava por terras a combater. A rainha, algum tempo depois recebeu a amarga notícia, que ele morreu.
A partir daquele momento passou a morar naquele Palácio, a rainha, o seu filho bebé, a sua escrava e o seu filho também bebé, que nasceu no mesmo dia.
O bebé rei estava deitado num berço de marfim e o filho da escrava estava deitado num berço de verga.    
Havia um tio do bebé, que queria matá-lo, pois queria ser o herdeiro ao trono, queria ter poder e ser ainda mais rico.
Certo dia, o tio mau entra no Palácio, a escrava vê, pega no bebé que estava no berço de marfim e pôs-lo no berço de verga, e pega no seu filho e pôs-lo no berço e marfim. O tio pensando que no berço de marfim estava o herdeiro ao trono, pega no bebé e tráz-lo para fora e mata-o.
A escrava para salvar o futuro rei, entregou o seu filho.
A rainha quando viu o berço de marfim vazio e gritou, chorou. Mas quando a escrava destapou o outro berço, a rainha chorou de alegria.
A rainha teria de recompensar a escrava por tudo o que ela lhe fez. Levou-a a ver jóias antigas de reis passados. Ela a princípio estava indecisa, mas acabou por escolher um punhal coberto de diamantes.






o       O tesouro


Eram três irmãos, o Rui, o Guanes e o Rostabal. Certo dia os três foram procurar comida perto das éguas. Lá encontraram um cofre com três fechaduras, cheio de moedas.
Resolveram que Guanes iria à aldeia comprar três sacos de couro, três kg de cevada, três empadões de carne e três garrafas de vinho. Guanes levou uma chave do cofre.
Enquanto Guanes foi, o Rui e o Rostabal diziam que o Guanes não era para ir com eles, e não achavam justo ele ficar com parte do tesouro. Então decidiram matá-lo. Puseram-se atrás de um arbusto, e ao Guanes passar espetaram-lhe uma espada no coração e pegaram na sua chave do cofre.         
Rostabal como estava todo sangrado foi à fonte lavar-se, mas caiu e também morreu.
Assim, Rui era o único dono do tesouro.
No dia seguinte, Rui todo contente ia comer o beber o que o seu irmão trouxera da aldeia, mas ao beber o vinho sentiu o estômago a arder, bebeu água a ver se melhorava, mas não. Depois pensou que o seu irmão teria posto veneno no vinho, para que ele e o Rostabal morressem para que o tesouro fosse só para ele.
O Rui acabou também por morrer.

Esta história faz lembrar um provérbio: “Quem tudo quer tudo perde”.




o       O defunto


Há muitos, muitos anos vivia um homem chamado D. Rui de Cardenas. Ele ia todos os dias à Igreja de Nossa Senhora do Pilar. D. Leonor, mulher de D. Afonso de Lara, um homem riquíssimo, ia todos os Domingos à missa. D. Rui, um dia viu-a rezar e apaixonou-se por ela.        
Todos os domingos, D. Leonor ia à missa acompanhada por uma aia, e quando a aia se apercebeu que D. Rui estava apaixonado por D. Leonor, foi logo dizer ao seu marido.
D. Afonso de Lara quando soube do que se estava a passar mandou os empregados prepararem as malas e os cavalos, para no dia seguinte partirem. Foram para uma casa do campo.
D. Leonor, foi obrigada pelo seu marido a escrever uma carta destinada a D. Rui, a dizer várias mentiras e a pedir-lhe para ele lá ir à noite. Um empregado de D. Afonso foi entregar a carta ao destinatário, e ele aceitou ir. 
D. Rui foi pelo caminho mais curto, pelo Cerro dos Enforcados. Quando chegou ao Cerro dos Enforcados viu quatro enforcados e ao sair de lá ouviu um deles a chamá-lo e pediu-lhe que lhe corta-se a corda. Ele fez o pedido. O enforcado foi com ele a Cabril (à casa de D. Leonor).
Ao chegar lá o enforcado subiu e transformou-se numa pessoa igual a D. Rui. Quando chegou ao cimo das escadas, alguém o tentou matar, espetando uma adaga no peito, e este caiu no chão.
D. Rui depois percebeu que aquele não era um encontro de amor, mas sim de morte.
No caminho de regresso, o enforcado pediu a D. Rui que o pendura-se de novo na forca. Ele assim o fez.
No dia seguinte, D. Afonso foi à terra de D. Rui ver se havia novidades se ele tinha morrido ou não, até que deu de caras com Ver imagem em tamanho realele.                                                                                                
Depois, D. Afonso soube que quem ele matou foi um morto, e ficou cheio de vergonha.
Algum tempo depois a família de D. Afonso de Lara encontrou-o morto no jardim.
A sua mulher depois do que acontecera foi morar para Segóvia (onde morava antigamente). E acabou por casar com D. Rui de Cardenas, no ano de 1475. 




o       Frei Genebro


Havia um homem chamado Genebro, que tudo o que fazia era para tentar ser santo.
         Um dia, Genebro, foi a casa de um amigo, Frei Egídio, e pelo caminho passou por um rebanho de porcos. Encontrou o amigo muito doente, que lhe pediu um pedaço de porco assado. Genebro lembrou-se do rebanho de porcos e, foi perto de um e cortou-lhe uma pata, assou-a e deu-a ao seu amigo.
Depois foi-se embora, e algum tempo depois morreu.
Era para se tornar santo mas quando os anjos viram o que de mal ele fez, cortar uma pata a um porco, decidiram logo que não seria santo e foi mandado para o Purgatório.  
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terça-feira, 5 de abril de 2011

Trindade Coelho

Trindade Coelho foi um grande escritor. É natural de Mogadouro, a sua obra reflecte a infância passada em Trás-os-Montes,

domingo, 3 de abril de 2011

A Notícia... Aprende comigo que não duro sempre...

Notícia

→ O que é?
Narrativa curta; texto de interesse geral, com base num acontecimento actual e que tem sempre uma novidade.

→ Como se faz?
Título ( encabeça a notícia; chama atenção para ler a notícia)
Curto e letras subersaídas.
Pode ter um antetítulo e/ou subtítulo.
Deve conter a informação essencial.

Lead ou parágrafo guia ou cabeça da notícia
Este parágrafo deve conter a resposta a quatro perguntas básicas:  
Quem?
O quê?
Quando?
Onde?
     O corpo da Notícia
O corpo da notícia é o desenvolvimento detalhado da notícia.
Responde às perguntas COMO? e PORQUÊ? (ocorre o facto)

→ Que linguagem usa?
Não pode distorcer o facto: verdadeiro, clara, simples (do tipo corrente).
Permitir uma só interpretação

sábado, 2 de abril de 2011

Livro: Leandro, rei da Helíria

Livro: Leandro, Rei da Helíria
Autora: Alice Vieira
Edição: 5ª – 2004
Editora: Caminho
Colecção: Obras de Alice Vieira
Nº de Páginas: 112
Leitora: Maria Feliciano

A personagem principal
desta história é o famoso e
simpático Leandro, o antigo rei do
reino da Helíria. Ele tinha três
filhas, Hortênsia, Amarílis e
Violeta, todas com nomes de flores que
eram plantadas no grande e
cuidado jardim do seu palácio,
assim como em todo o seu vasto e
bonito reino.
Hortênsia e Amarílis eram
Muito ambiciosas, cobiçosas,
Interesseiras e desejosas de chegar
ao trono de Helíria, mas a pequena
Violeta apenas queria o amor do
pai.
Parece que Leandro não
soube avaliar bem quem é que
gostava realmente dele e cometeu
o pior erro da sua vida: concedeu
o trono a Hortênsia e Amarílis e
expulsou Violeta do seu Reino…
Gostei de ler este livro…


quarta-feira, 30 de março de 2011

Terramoto no Japão

Mais de mil pessoas abrigadas num centro de desalojados em Yamagata temem pelo futuro, por causa do vazamento na usina nuclear de Fukushima.
Num dos vários centros de desabrigados da cidade de Yamagata, que fica a cerca de 100 quilômetros da usina nuclear de Fukushima, as pessoas recebem algumas refeições quentes e têm um lugar para dormir, mas não há planos para o futuro. Desde o terremoto - seguido de um tsunami - que atingiu o país, em 11 de março, a população vive apreensiva.

Já viram se fosse em Portugal


 

 

Trindade Coelho

José Francisco Trindade Coelho
Natural de Mogadouro, a sua obra reflecte a infância passada em Trás-os-Montes, num ambiente tradicionalista que ele fielmente retrata, embora sem intuitos moralizantes. O seu estilo natural, a simplicidade e candura de alguns dos seus personagens, fazem de Trindade Coelho um dos mestres do conto rústico português. Fiel a um ideário republicano, dedicou-se a uma intensa actividade pedagógica, na senda de João de Deus, tentando elucidar o cidadão português para a democracia.
Obras publicadas
·        Os Meus Amores (1891)
·        A ABC do Povo (1901)
·        A Minha Candidatura por Mogadouro (1901)
·        Cartilha do Povo (1901)
·        In Illo Tempore (1902)
·        O Primeiro Livro de Leitura (1903)
·        Segundo Livro de Leitura (1904)
·        Terceiro Livro de Leitura (1905)
·        Manual Político do Cidadão Português (1906)
·        Autobiografia e Cartas (1910)
·        O Senhor Sete (1961)
·        O Desajeitado (2001)

sábado, 5 de março de 2011

Visita de estudo a Guimarães

VISITA DE ESTUDO A GUIMARÃES
Por volta das 9:oo, no dia 16 de Fevereiro de 2011, a E.B.I de Arnoso Santa Maria conduziu os alunos que frequentavam o 7º ano de escolaridade a Guimarães. 
 Em primeiro sítio visitamos o “ Mundo dos Dinossauros”, iniciou-se num estúdio de cinema onde foi projectado um vídeo e documentários impressionantes sobre dinossauros. Nós fomos encaminhados a Galeria de Fósseis, os visitantes são recebidos num cenário de escavação paleontológica, numa recriação fantástica do ambiente de laboratório e trabalho de campo de uma paleontologia. Neste espaço foi apresentado o fóssil de um Yangchaurus com 10 metros. Seguiu-se, depois, a visita aos cenários que recriam florestas, desertos, bordas de rio, cachoeiras e zonas de vegetação densa, numa conjugação de elementos e despertar de sentidos.
Os Dinossauros
Extintos há milhões de anos, os dinossauros dominaram o planeta como criaturas imponentes e demolidoras. Os primeiros fósseis descobertos no século XIX pelos paleontólogos permitiram reunir esqueletos completos que hoje integram as mais ricas colecções de muitos museus em todo o mundo. Figuras incríveis, os dinossauros continuaram a ser as maiores atracções não só nos museus mas também em exposições como esta que o Multiusos de Guimarães lhe apresenta. Portugal é um país com grandes tradições na descoberta e preservação de fósseis de dinossauros e conta-se entre os países do mundo que apresentam o maior número de géneros de dinossauros ( um total de 25).

Em segundo sítio íamos deslocarmos a Penha de teleférico porém o clima não ajudou, dado que estava muito vento e chuva. Em alternativa, fomos de autocarro a Penha.
Por fim visitamos o Museu de Alberto Sampaio situado em pleno coração do centro histórico de Guimarães, Património Cultural da Humanidade desde Dezembro de 2001. Acolhe colecções de grande interesse, de que destacamos a ourivesaria, a escultura, a talha, a pintura, o têxtil e a cerâmica. O Museu possui doze peças classificadas como Tesouros Nacionais, destacando-se, entre estas, a veste militar, «loudel», que D. João I envergou durante a batalha de Aljubarrota, em 1385, e o tríptico de prata dourada por ele  oferecido a N.a Sra da Oliveira. O museu estende-se por três espaços que pertenceram à Colegiada: a Casa do Cabido, o Claustro e a Casa do Priorado. O Claustro é um caso único na arquitectura portuguesa, quer pela implantação em torno da cabeceira da Igreja, quer pela sua forma irregular.
Primeiramente, caminhámos até uma sala onde vimos um teatrinho de Marionetas: Como D. João I tomou a Vila de Guimarães. No teatrinho de Marionetas contaram-nos que Fernão Lopes, cronista de D. João I, contou, com todo o pormenor, na “Crónica de D. João I”, o modo como este monarca, em 1385, tomou Guimarães. Nessa época, Guimarães tinha duas viloas, a Vila de Baixo e a Vila de Cima, e ambas apoiavam o rei de Castela e D. Beatriz. D. João I, empenhado em conquistar Guimarães para a sua causa, decidiu tomar primeiro a Vila de Baixo. A estratégia que utilizou foi de grande engenho e astúcia, tendo contado para isso com a ajuda de Afonso Lourenço, escudeiro vimaranense. Percebeu, este episódio que foi encenado e dramatizado neste teatrinho de marionetas.
No Museu Aberto Sampaio tem uma sala muito marcante que tem um nome designado a oferta que D. João I, em 1385, a sala da Aljubarrota, visto que, há museus que guardam no seu âmago peças de elevado valor artístico, mas é difícil encontrar agrupadas num só museu um conjunto tão significativo de peças como as que aqui se reúnem, as quais possuem um elevador valor estético, histórico e afectivo.
A sala de Aljubarrota do Museu Alberto Sampaio é disso um exemplo. O conjunto de peças nela exposta – Virgem em Majestade (séc. XIII), conhecida por Santa Maria de Guimarães; loudel de D. João I; Tríptico de prata dourada; placa de edificação e sagração da Igreja de Nossa Senhora da Oliveira (de, respectivamente, 1387 e 1401) – é um manancial de histórias, de «estórias» e de lendas que despertarão a curiosidade e a admiração do visitante.
Saibam desde já que o rei D. João I era um crente fiel e dedicado a Santa Maria da Oliveira, de Guimarães. A esta Santa atribui e dedica este rei da Dinastia de Avis o ter vencido a batalha de Aljubarrota, travada contra os castelhanos. E tanto assim é que a ele ofereceu o loudel (a veste militar) que envergava na referida batalha, corria o ano de 1385, e o tríptico de prata dourada, altar portátil que representa o Nascimento do Menino.
Esta sala e estas peças são de tal forma simbólicas que é mesmo preciso ir ao museu, em corpo e em alma, para se perceber do que falamos. Esta sala, e fazemos nossas as palavras de José Saramago «merece todas as visitas» e, sinceramente, esperamos que «o visitante faz jura de cá voltar de todas as vezes que vem Guimarães estiver»!